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NÃO ACEITE DESCULPAS,
DENUNCIE: LIGUE 181.

Não aceite a violência contra
o adolescente. A mudança
começa com você.

NÃO ACEITE DESCULPAS,
DENUNCIE: LIGUE 181.

Não aceite o trabalho
irregular de um adolescente.
A mudança começa com você.

[TIPOS DE VIOLÊNCIA]

Existem vários tipos de violência. Lembre-se de que a violência vai além das marcas no corpo. Palavras ofensivas, preconceito e brincadeiras de mau gosto também são violências.

Então se liga! E saiba quais as violências que podem ser cometidas:

  • Violência física: Ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano ao nosso corpo. Alguns exemplos: beliscões, cintadas, chineladas, puxões de orelhas etc.
  • Violência psicológica: Ação de intimidar, manipular, ameaçar direta ou indiretamente, humilhar, isolar ou qualquer outra conduta que prejudique a saúde psicológica e o desenvolvimento pessoal. O “bullying” é um exemplo dessa violência.
  • Violência moral: Qualquer conduta que denigra a imagem de alguém, xingamentos, discriminação. Falar mal de alguém, referindo-se à etnia, religião, deficiência etc., é um crime chamado de injúria discriminatória e um exemplo de violência moral.
  • Violência sexual: Ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. A violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.
  • Tortura: Atos intencionalmente praticados para causar lesões físicas ou mentais, ou de ambas as naturezas, com finalidade de obter determinada vantagem, informação, aplicar castigo, entre outros. Atenção: um trote escolar que obrigue um adolescente a fazer uso de álcool e/ou outras drogas, causando-lhe prejuízo à saúde, com a finalidade de divertir o grupo, é uma tortura.
  • Negligência/abandono: Abandono, descuido e falta de comprometimento e responsabilidade. A negligência não se resume apenas à dificuldade em garantir alimentação, condições de saúde, vestimentas adequadas ao clima, higiene e acesso à escola. Não ter tempo para os filhos, não acompanhar seu desenvolvimento e sua rotina e falta de afeto também são exemplos de negligência.
  • Trabalho infantil: É todo o trabalho realizado por pessoas que tenham menos da idade mínima permitida para trabalhar. No Brasil, o trabalho não é permitido sob qualquer condição para crianças e adolescentes até 14 anos. Adolescentes entre 14 e 16 podem trabalhar, mas na condição de aprendizes. Dos 16 aos 18 anos, as atividades laborais são permitidas, desde que não aconteçam das 22h às 5h e não sejam prejudiciais à saúde ou perigosas. Adolescentes de 16 a 18 anos não podem trabalhar no ramo da construção civil, confecção, reciclagem, automotiva etc. São permitidas atividades que garantam a proteção no trabalho e auxiliem no desenvolvimento global, dentre elas, podemos citar as atividades de caráter administrativo.
  • Tráfico de seres humanos: É o comércio de pessoas para fins de escravização, abuso e exploração sexual, trabalho forçado, tráfico de drogas ou outros produtos, retirada de órgãos ou tecidos. Para isso, são usados ameaça ou força, mentiras, abuso de poder e pagamentos ou benefícios em troca do controle da vida da vítima.
  • Violência estrutural: Abrange a violência socioeconômica, de gênero e étnica. Caracteriza-se pelo destaque na atuação das classes, grupos ou nações econômica ou politicamente dominantes, que se utilizam de leis e instituições para manter privilégios. Quando crianças e adolescentes não têm acesso pleno aos direitos humanos, estamos nos referindo a esse tipo de violência.

Fontes: Conselho Nacional de Justiça, Jusbrasil, Ministério do Trabalho e Emprego, Unicef Brasil e Minayo, 2004.

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[IDENTIFIQUE]

Fique de olho nos sinais de alerta. Eles podem indicar que a violência está ocorrendo.

Sinais físicos:

  • - Manchas no corpo;
  • - Hematomas;
  • - Marcas de corda, cinto, mordidas;
  • - Fraturas;
  • - Roupas rasgadas ou manchadas de sangue;
  • - Dificuldade para caminhar ou sentar;
  • - Sangue que sai da vagina ou do ânus;
  • - Dor ao urinar;
  • - Doenças sexualmente transmissíveis;
  • - Gravidez precoce;
  • - Roupas inadequadas ao clima;
  • - Falta de higiene.

Sinais psicológicos:

  • - Dificuldades para dormir ou sono demais;
  • - Comer demais ou de menos;
  • - Cansaço;
  • - Agitação;
  • - Pesadelos durante a noite;
  • - Agressividade ou passividade;
  • - Depressão;
  • - Choro sem motivo;
  • - Desconfiança;
  • - Medo de ficar só ou em companhia de determinadas pessoas;
  • - Preferência pela escola a casa;
  • - Fugas de casa;
  • - Faltas na escola;
  • - Notas baixas na escola;
  • - Dificuldades para se concentrar;
  • - Uso de drogas ou álcool;
  • - Prática de pequenos furtos.

Fonte: Manual de Atendimento às Crianças e aos Adolescentes Vítimas de Violência – Conselho Federal de Medicina.

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[CONSEQUÊNCIAS]

A violência pode causar diversos danos à saúde física e psicológica, alterando a vida da pessoa que sofreu esse tipo de abuso. Danos à saúde física

  • - Desnutrição;
  • - Anemia;
  • - Obesidade;
  • - A vítima fica mais vulnerável a doenças;
  • - Dificuldade no crescimento.

Danos à saúde psicológica

  • - Atraso no desenvolvimento psicomotor;
  • - Baixa autoestima;
  • - Isolamento;
  • - Dificuldades para namorar;
  • - Comportamento agitado ou passivo;
  • - Agressividade;
  • - Doenças mentais;
  • - Delinquência;
  • - Alcoolismo e drogadição;
  • - Automutilação;
  • - Suicídio.

Danos à educação

  • - Dificuldades para aprender;
  • - Fracasso escolar;
  • - Redução das possibilidades de sucesso profissional.

Fonte: Manual de Atendimento às Crianças e aos Adolescentes Vítimas de Violência – Conselho Federal de Medicina.

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[PREVINA]

A violência pode ser prevenida. Estudos científicos mostram que há uma íntima relação entre ela e a vulnerabilidade social. Apesar disso, é preciso lembrar que a violência também acontece nos grandes e luxuosos apartamentos.

Segundo os estudiosos da área, outro fator que tem colaborado para sua ocorrência é o individualismo e a competitividade. As pessoas não têm mais tempo para ficarem juntas, brincar com seus filhos e acompanhar suas rotinas. Essa forma de funcionar de nossa sociedade atual também produz violência.

Então, como podemos preveni-la?

  • 1. Vamos nos preocupar com o coletivo e os bens públicos, afinal muitas pessoas necessitam deles;
  • 2. Estimulando o diálogo e o afeto entre as pessoas;
  • 3. Que tal superarmos as desigualdades sociais? Não podemos aceitar que crianças e adolescentes estejam fora da escola porque têm que auxiliar no sustento de suas famílias;
  • 4. Para que os pais possam cuidar integralmente de seus filhos, eles precisam ter um tempo para isso. Então precisamos enfrentar a precarização do mercado de trabalho, que os tornam “escravos” de seu trabalho;
  • 5. Incentivar o cuidado protetor das famílias, orientando e acompanhando-as;
  • 6. Os serviços públicos precisam trabalhar juntos na prevenção e no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência.
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[BUSQUE AJUDA]

Se você está sendo vítima de violência ou conhece algum adolescente ou criança que está passando por isso, ligue para o número de telefone 181 e faça uma denúncia. Esse número é de um Canal de Denúncias de Violências contra Crianças e Adolescentes do estado do Paraná. As ligações são gratuitas, sigilosas e podem ser feitas 24h por dia de qualquer telefone.

Você também pode enviar um e-mail para disquedenuncia@sdh.gov.br. Fora do Brasil, as denúncias podem ser feitas por meio do número +55 61 3212-8400.

Caso você prefira conversar com alguém pessoalmente, procure o Conselho Tutelar mais próximo de sua casa ou seus professores e profissionais que trabalham na Unidade Básica de Saúde, CRAS e CREAS.

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[DENUNCIE]

Ao denunciar um abuso, procure dar o maior número de informações possíveis. Pegue todos os detalhes: local, características do menor, a frequência com que você presencia isso, se há outras pessoas envolvidas. Tenha sempre em mãos as características da vítima e o local em que ela se encontra. Assim que a denúncia é recebida, é analisada, e a partir do depoimento ela é encaminhada para o órgão competente. Por isso, é importante fornecer o máximo de informações possíveis: qual o tipo de violação (abuso, exploração ou violência física) e quem é o autor (familiares ou terceiros).

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[MATERIAIS PARA DIVULGAÇÃO]

Cartilha - Defenda o Adolescente

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Cartazes

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TRAUMAS DO TRABALHO

IRREGULAR NA ADOLESCÊNCIA

[WEBSERIE ]

EPISÓDIO 1 / 6

TRAUMAS DO TRABALHO

IRREGULAR NA ADOLESCÊNCIA

Adolescentes explorados por meio do trabalho irregular têm a sua vida afetada de muitas maneiras: passam a estudar menos, passam mais tempo longe da família e ainda podem ter sua condição física afetada.

O primeiro episódio da webserie trata sobre esse delicado problema. Quais são as principais consequências do trabalho irregular na adolescência? O que tem sido feito para coibir essa prática? Quais ações são desenvolvidas pelos órgãos que combatem esse tipo de exploração?

Participam da conversa José Valdir Haluch Júnior, Auditor Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Chefe do Setor de Segurança e Saúde no Trabalho no PR, a Dra. Mariane Josviak, Procuradora do Trabalho no Ministério Público do Trabalho (MPT) e Gerente Nacional de Aprendizagem do Setor de Infância do MTE, e também Wesley da Silva Salles, adolescente aprendiz.